O Teatro Aberto, em Lisboa, recebe até 26 de julho a peça “Caravana”, uma criação que promete envolver o público numa história marcada pela solidão, pelo acaso e pela transformação humana. Depois da temporada na capital, o espetáculo segue para o Teatro Nacional São João, no Porto, onde estará em cena entre 18 e 27 de setembro.

Com texto de João Luís Barreto Guimarães e encenação de João Pedro Vaz, “Caravana” desenrola-se ao longo de quatro atos, inspirados nas quatro fases da lua, que assinalam a passagem do tempo e a evolução psicológica das personagens. Em palco estão apenas dois intérpretes, Rita Calçada Bastos e Joaquim Horta, que dão vida a quatro personagens.

A ação centra-se num homem que decide isolar-se numa caravana estacionada num terreno baldio de uma quinta, longe da cidade. No silêncio da noite cruza-se, de forma inesperada, com três mulheres. É desses encontros fortuitos que nasce uma reflexão sobre o isolamento, a identidade e a inevitabilidade da mudança.

Conhecido do grande público pelos seus trabalhos em várias produções da TVI e atualmente no elenco da novela “A Madrasta”, Joaquim Horta destaca o convite que a peça faz ao público: “É um privilégio fazer um texto português e estreá-lo. É a primeira vez que este texto vai a cena, e não existe muitas oportunidades de o fazer. É engraçado ter este contacto com o autor, que está a viver esta experiência também de uma forma muito entusiasta e tem sido um processo bastante feliz. Resta-me convidar o público a vir ver esta peça.”

Com uma atmosfera envolvente e uma narrativa que alia poesia e introspeção, “Caravana” afirma-se como uma proposta imperdível para quem aprecia teatro contemporâneo e histórias que permanecem na memória muito depois de cair o pano.

Créditos da Fotografia- Filipe Figueiredo