Produzir uma novela vertical exige muito mais do que adaptar a câmera ao formato 9:16. A linguagem muda completamente. Os enquadramentos são pensados para a tela do celular e cada episódio precisa manter o espectador envolvido. Em um mercado com centenas de plataformas, especialmente na China, a prioridade costuma ser criar ganchos a cada um ou dois minutos, muitas vezes em detrimento da qualidade artística e técnica.

Foi justamente para romper esse padrão que decidi investir nesse formato. Minha proposta sempre foi reunir profissionais experientes para mostrar que é possível fazer um produto bem fotografado, com bons atores e uma narrativa consistente, sem perder o ritmo das novelas verticais.

Para isso, convidei a autora Paula Richard, com quem já havia trabalhado em " O Rico e Lázaro", "Jesus" e "Vidas Opostas", além de contar com uma talentosa equipe portuguesa, disponibilizada por Carlos Vilaça.

O resultado foi uma novela vertical com um padrão de qualidade acima do que vem sendo produzido internacionalmente. Meu objetivo é contribuir para um novo paradigma nesse segmento, unindo qualidade artística, excelência técnica e viabilidade de produção, porque acredito que o público merece uma experiência audiovisual rica, mesmo assistindo pelo celular.