No meio de dias e vidas apressadas, no meio da agitação e do som das buzinas nas grandes cidades como é o caso de Lisboa, há um jardim secreto, recatado e histórico que deve entrar na lista de lugares a visitar na capital por quem procura um momento de escape e de encontro com a natureza e a história.
Falamos do jardim da Quinta dos Azulejos, no Lumiar, um verdadeiro tesouro escondido em Lisboa. A quinta situa-se no Paço do Lumiar e é composta por um palacete edificado no século XVII e reconstruído no século XVIII por iniciativa de António Colaço Torres, ourives da Casa Real.
A família real visitou a quinta em 1753 e o momento está eternizado num painel evocativo colocado entre as janelas do piso nobre, hoje no alçado exterior. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a quinta passou por várias fases de abandono, recuperação e mudança de proprietários e em 1935 foi transformada no Colégio Manuel Bernardes, que permitiu preservar os valiosos azulejos estilo rococó.
A Quinta dos Azulejos está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1962 e está, atualmente, aberta ao público. E há muito mais do que uma variada flora para descobrir. Os muros exibem painéis com cenas mitológicas (como Ícaro, Perseu, Narciso), bíblicas (multiplicação dos pães, Bodas de Caná), campestres e galantes, e existe ainda, no eixo central, um banco curvo revestido, integralmente, com azulejos rococó que rodeia um pequeno lago.
O jardim é, muitas vezes, descrito como um “paraíso na Terra”, uma pequena joia escondida entre muros altos e cuidadosamente decorada, com forte inspiração francesa em termos de geometria e composição paisagística. Para quando uma visita a este lugar único em Lisboa?