Quer dizer, até podem estar erradas. Mas não estão, não neste caso. E o caso é que, ao fim de quatro anos e picos, a CNN Portugal alcançou no final de janeiro o seu milionésimo seguidor na Instagram. Vale o que vale. E vale muito. Vale a confiança, a expectativa e a exigência desse milionésimo seguidor - e de cada 1 dos 999.999 que chegaram antes, ficaram depois e continuam durante.
Como diz aquele fulano da TVI, As Pessoas Não São Números, e o corolário desta afirmação está na simples inversão dos termos: em cada número há pessoas. E nós, que operamos nesta magia singular de nos dedicarmos apaixonadamente todos os dias a milhões de pessoas que não sabemos quem são, de quem não conhecemos nem o nome, nem a cara nem a coroa, talvez pasmemos quando olhamos para estas enormidades: 1,7 milhões no Facebook, 1 milhão no Instagram, 600 mil no X, 300 mil no TikTok, 150 mil no Whatsapp, 115 mil no Linkedin e etc. e tal. Não é troféu de caça, é um endosso de responsabilidade. Agradecemos – agradecemos muito – e continuamos, todos os dias, todas as horas, nesta vida que é a nossa: televisão, digital, jornalismo, informação, comunicação, isto é CNN Portugal: em todas as frentes, em todos os ecrãs, às vezes em três em simultâneo, TV, site e redes sociais.
Quando, há 99 anos, Sophie Tucker cantou que “50 milhões de franceses não podem estar errados” (e quando, há quase 70 anos, o cantor branco mais negro da América parafraseou num disco que “50.000.000 de fãs de Elvis não podem estar errados”), estava a nomear-se uma falácia das massas. “Seguidor” até é palavra de seita, aceitemo-la por convénio, mas munidos da humildade de merecer a opção: é um milhão de pessoas e um milhão de escolhas numa única marca de informação, atrás e à frente da qual estamos nós, cada um de nós, desta equipa que, afinal, e bem vistas as coisas, vale milhões.
Obrigado.