A sociedade era diferente, a vida era diferente, a internet era diferente, os telemóves eram (tão) diferentes, os hábitos e as necessidades de consumo eram diferentes. O jornalismo e os jornalistas eram diferentes.

Ainda assim, houve um grupo de «visionários» que acreditou numa ideia, que percebeu o que aí vinha, que ousou ser… diferente.

Como recordou o Luís Sobral (diretor fundador do projeto) no vigésimo aniversário do Maisfutebol, «deixaram projetos estáveis para a loucura da internet». Em boa hora!

Já pouco sobra da equipa inicial, é certo, mas todos os dias fazemos por honrar esse espírito inovador e essa vontade de contar histórias, respeitando um estilo que se tornou emblema do Maisfutebol.

O mundo mudou; o jornalismo também. 

O papel do papel é cada vez menos relevante. O digital é o novo normal. A evolução tecnológica fez com que o «multimédia» se cumprisse, acelerando a fusão dos meios. 

O Maisfutebol, pioneiro, tem agora a concorrência dos antigos meios tradicionais e, também, de uma miríade de sites, páginas e autores ou «publicadores» – muitos sem estarem sujeitos a qualquer tipo de escrutínio.

O advento das redes sociais e a crise dos media caminham lado a lado, de braço dado.

São tremendos os desafios para um projeto jornalístico que faz questão de não abdicar do seu ADN, dos valores que o orientam desde há 25 anos. É importante ser criativo, mas é fundamental ser credível.  

Acreditamos que o público reconhece esses valores. Entre solavancos de mercado e oscilações de audiências, o Maisfutebol tem mantido uma base estável de leitores – pessoas que sabem com o que podem contar (e o que aqui não vão encontrar). 

A equipa, renovada, inclui agora jornalistas com a mesma idade do Maisfutebol. Ajudam-nos a compreender o novo mundo, enquanto se integram nesta nossa forma de trabalhar: com rigor, com ética, mas sem rédeas ou espartilhos – porque aqui, na Media Capital Digital, uma coisa não mudou: ainda nos deixam fazer o que queremos!

E, nesse espírito, vamos continuar a tentar inovar, ao mesmo tempo que cumprimos o papel de informar. 

Não há melhor forma de assinalar estes 25 anos do que a trabalhar.

Estaremos a acompanhar as equipas portuguesas no novo Mundial de Clubes da FIFA, atentos como sempre ao mercado, preparando a próxima temporada, procurando os novos talentos emergentes, analisando os jogos que nos apaixonam.

Um quarto de século. O mundo mudou, o público mudou, até o futebol mudou.

O que menos mudou, provavelmente, terá sido a paixão pelo futebol. A das pessoas, dos adeptos, dos leitores e a nossa – da equipa que todos os dias lhe dá notícias e lhe conta histórias.

25 anos. Há quem diga que é a marca entre a juventude e a idade adulta. Que a experiência acumulada permite uma visão mais madura e consciente do mundo.

Orgulhamo-nos de atingir esta marca. Da experiência. Mas olhamos para ela como apenas um ponto de partida. Porque, para nós, o jogo ainda está a começar.

Temos de nos adaptar às exigências dos tempos, de estar à altura do ritmo do caudal informativo, de responder às interrogações com que nos deparamos, de encontrar soluções para novos problemas, de fornecer a informação desejada pelo leitor.

Vamos continuar em campo com entusiasmo, alegria, determinação e rigor. Com mais exigência. Com Maisfutebol.