Tomei posse como Presidente da Startup Portugal, a entidade nacional para a promoção do empreendedorismo, em setembro de 2025. Nessa altura, a SIM Conference — SIM são as siglas para Startup & Investment Matching — já tinha tido duas edições, muito bem concretizadas, elogie-se, com centenas de criadores de empresas a participar — os founders, como se diz no “ecossistema” —, investidores e milhares de participantes, tanto de Portugal como além-fronteiras. Em suma, este evento, que tem agora a terceira edição a decorrer já a 14 e 15 de maio, novamente na Alfândega do Porto, era já uma referência.
Porém, porque é que a Startup Portugal, que tem sido uma das principais promotoras da presença portuguesa em eventos como a Web Summit — estando responsável, com outras entidades, pelo principal stand nacional no evento — continua a investir esforços em “mais uma conferência de startups”? Esta foi a minha pergunta de partida, juntamente com a equipa da Startup Portugal, quando aqui cheguei.
Não é porque faltem eventos.
É porque podemos utilizar também este momento para os enaltecer — é na SIM que temos anunciado a abertura do programa Road 2 Web Summit, que há uma década dá, anualmente, oportunidades a empreendedores portugueses de participarem na maior conferência mundial do género.
É porque podemos mostrar que fora da capital também há capacidade para mostrar o que as nossas startups estão a criar.
É porque podemos mostrar que fora da capital também há — e cada vez mais — empreendedores e startups a mudarem o país com negócios ousados e disruptivos.
É porque, mesmo que façamos um evento pequeno — e que não tem a ambição de crescer desmesuradamente —, sabemos que o alcance pode ser gigante.
Ter, num só local, durante dois dias, empreendedores, empresas, investidores, políticos e jornalistas — nacionais e internacionais — a ver o que estas startups têm para mostrar, a ouvir as palestras de oradores que criaram os nossos unicórnios, como a TEKEVER ou a OutSystems, ou unicórnios mundiais, como a Waze ou a Glovo, e juntá-los até em barcos no Douro, pode dar aquele empurrão — que já deu em anos anteriores — que é crucial para ir além do pitch.
Tudo isto é possível com parceiros que acreditam naquilo que estamos a fazer, como a TVI/CNN, que, desde a primeira edição, acreditou na SIM Conference e na ideia de que ali podem construir-se pontes, relações e oportunidades capazes de ajudar a alavancar o país.
Em suma, fazemos porque SIM. Porque continua a valer o esforço e os frutos que daí podem surgir.
Vemo-nos no Porto.