É sabido que cidades como Lisboa, Porto e Faro atraem milhões de turistas todos os anos e, precisamente, por se destacarem no mapa fazem com que outras cidades de igual valor fiquem esquecidas. Mas a verdade é que Portugal continua a guardar segredos bem preservados que escapam às rotas mais óbvias.
É esse o caso de Tomar, cidade recentemente apontada pela conceituada Condé Nast Traveler como o destino mais subvalorizado da Europa para 2025. O reconhecimento não surpreende quem conhece este local, mas serve como alerta para os viajantes menos tentos: ainda há muito Portugal por descobrir para além dos grandes centros turísticos.
Localizada entre Lisboa e Porto, Tomar parece ter permanecido intocável desde que foi fundada no século XII pelo lendário cavaleiro templário Dom Gualdim Pais, que tem a sua sepultura na Igreja de Santa Maria do Olival. Tomar é, ainda hoje, um lugar profundamente marcado pela herança dos Templários, sendo o monumental Convento de Cristo, Património Mundial da UNESCO, o expoente máximo dessa ligação histórica e espiritual, atraindo viajantes que procuram não apenas a beleza arquitetónica, mas também as marcas do passado que resistiram ao tempo.
Mas não é só isso que encanta a Condé Nast Traveler. "A cidade acolhe a Festa dos Tabuleiros de quatro em quatro anos, uma tradição ancestral onde raparigas transportam tabuleiros (estruturas compostas por pães decorados com flores e encimados por uma coroa) à cabeça", nomeia ainda a publicação, que já espera pela festa que se vai realizar de novo em 2027.
Enquanto isso, outros locais há para ver e viver em Tomar, como a Sinagoga de Tomar e o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto, que é dedicado à presença e contributo da comunidade judaica em Tomar e em Portugal, a Mata Nacional dos Sete Montes, um refúgio verde no coração da cidade que foi em tempos a horta dos monges templários, o Rio Nabão, que atravessa Tomar, e ainda o Parque do Mouchão, com a sua roda hidráulica tradicional, sendo o local ideal para um piquenique.
Não é assim de estranhar que Tomar esteja no top da lista da Condé Nast Traveler, que atribuiu à cidade a pontuação máxima de 10 no critério de “estrela em ascensão” e um notável 9,43 na categoria “joia escondida”, reconhecendo não só o valor histórico e cultural da cidade, mas também o seu potencial para conquistar quem procura autenticidade fora dos círculos mais conhecidos.