Nascemos num país com uma localização privilegiada, uma gastronomia difícil de igualar e, acima de tudo, cheio de recantos que merecem ser descobertos.

De lagoas que parecem saídas de um postal a cascatas capazes de deixar qualquer um sem palavras, passando por praias que facilmente confundíamos com as Caraíbas, não faltam lugares para explorar em Portugal.

Agora que os dias vão começar, aos poucos, a ficar mais frescos com a aproximação do outono, as idas à praia podem deixar de ser tão frequentes, mas continuam a existir sítios perfeitos para passear, conhecer e aproveitar um dia diferente. E o Parque D. Carlos I é um deles.

Fica nas Caldas da Rainha e é um dos grandes espaços verdes da cidade. Um local que, para muitos, está entre os mais bonitos de Portugal.

Com cerca de 11 hectares, o parque está intimamente ligado à história termal das Caldas da Rainha. As suas origens remontam ao século XVIII, numa altura em que o termalismo ganhava cada vez mais importância e começava também a surgir uma nova forma de olhar para o lazer, o passeio e o convívio como complemento da ação terapêutica.

E essa ligação não aconteceu por acaso. As águas termais das Caldas da Rainha, utilizadas para fins terapêuticos há mais de cinco séculos, brotam a cerca de 34 ºC e são tradicionalmente associadas ao tratamento de problemas reumáticos, músculo-esqueléticos e dermatológicos.

Foi precisamente neste contexto que surgiu o chamado Passeio da Copa, criado para que os doentes do Hospital Termal pudessem passear, descansar e conviver durante os períodos de tratamento. O bem-estar não dependia apenas das águas termais, mas também do descanso, do contacto com a natureza e dos momentos de lazer.

Ao longo dos anos, o espaço foi sofrendo várias transformações e acabou por dar origem ao atual Parque D. Carlos I, reunindo influências de diferentes épocas e estilos arquitetónicos, tornando-se num verdadeiro reflexo da história da cidade.

Hoje, é impossível passar por lá sem reparar no grande lago, onde os passeios de barco se tornaram uma das imagens mais características do espaço, na Casa dos Barcos ou no Museu José Malhoa. A tudo isto juntam-se os caminhos rodeados de árvores, os jardins e os vários espaços usados para iniciativas culturais, desportivas e momentos de lazer.