Pelo quinto ano consecutivo, a Plural foi responsável pela produção do Prémio António Champalimaud de Visão, no anfiteatro da Fundação Champalimaud.
A cada edição, o desafio é superar a anterior. Este ano, porém, havia uma premissa essencial: preservar aquilo que torna este espaço único — a sua relação com o Tejo e a vista que o envolve.
Ao longo da produção, estiveram envolvidas cerca de 70 pessoas, entre equipas de produção, técnicas e operacionais, numa operação que contou com os meios técnicos da EMAV.
Foram 62 m² de LED, integrados na cenografia e pensados para acompanhar os diferentes momentos da cerimónia. Um dos maiores desafios técnicos esteve na criação de um ecrã móvel com cerca de uma tonelada, suspenso e preparado para subir e descer ao longo do evento, permitindo transformar o palco e criar diferentes ambientes sem comprometer a relação com o espaço.
No momento musical, mantivemos também uma solução que já faz parte da linguagem cénica do evento: plataformas elevatórias que fazem subir os músicos para o palco, criando uma entrada em cena dinâmica e surpreendente e alterando, por momentos, a relação entre os artistas, o público e o espaço.
Mais do que levar tecnologia para dentro do anfiteatro, o objetivo foi integrá-la na arquitetura.
Cada elemento teve de ser pensado para responder às exigências técnicas de um evento desta dimensão, mas também para respeitar a identidade do espaço. O verdadeiro desafio esteve precisamente nesse equilíbrio: criar impacto sem retirar protagonismo da sua envolvência.
Porque, neste caso, a vista não era apenas o cenário. Era parte do espetáculo.
Foi nessa relação entre tecnologia, arquitetura e paisagem que a Plural construiu mais uma edição do Prémio António Champalimaud de Visão — um evento de grande exigência técnica e produção, onde cada detalhe foi pensado para transformar o espaço sem nunca deixar de o valorizar.