... Apresentar um programa de televisão, seja ele qual for, é de uma responsabilidade imensa, por muitas razões, mas principalmente porque temos entre mãos um projeto que será servido ao espectador e é dele a palavra final, é ele quem decide estar ou não connosco, é para ele que vão todos os detalhes e pormenores de um programa de televisão.

Eu penso desta forma e foi desta forma que agarrei o ‘Linha D’Ouro’. Era uma estreia para todos, para mim e para o público já que a estreia mundial do programa foi em Portugal na TVI, por isso a responsabilidade era ainda maior. É um programa bonito, vai muito além de um ‘simples’ concurso de pergunta e resposta, também as tem é claro, mas tem a perícia e a destreza dos concorrentes que se tornaram em cada edição estrelas de companhia para o seu sábado à noite.

Era isto que pensava, ‘que programa bom para se ver em família, para se estar em família...’ e a família escolheu fazer-nos companhia.

Acho sempre um luxo quando somos eleitos, neste ou em outro qualquer formato, e quem diz o contrário não sei se dirá a verdade. Nem sempre somos escolhidos, há muito boa gente a trabalhar bem, a fazer bons programas e é preciso conquistar cada espectador, cada um tem um valor incalculável não só porque pode fazer a diferença, mas porque se o conquistar para estar comigo, é porque acredita no que faço e como faço. E apesar de saber que as pessoas gostam de me ver em registos que já fiz antes, como o reality ou as manhãs, onde o público é muito família e me recebe com carinho em casa, há sempre a dúvida de perceber como será a receção a um formato novo. Foi boa!

Fico muito feliz que assim seja, porque desde o primeiro dia que percebi que este ‘Linha D’Ouro’ não era ‘só’ um programa de sábado à noite, ele tinha que ser emitido carregado de emoção, alegria, espontaneidade e improviso... acho que foi por isso que me convidaram e assim fizemos.

Acredito sempre que a verdade e o respeito por quem queremos conquistar é meio caminho andado para que se conquiste. O resto já não está nas nossas mãos. Mas a entrega de verdade e o respeito pelo espectador sim. Isso sempre, o espectador para mim é ouro.

Obrigado!