A TVI chega ao final de 2024 na liderança da televisão em Portugal.
A reconquista do primeiro lugar do pódio, após vários anos de interregno, é mérito de quem faz esta TVI, mas, acima de tudo, dos espectadores portugueses. São eles que detêm a última palavra, que nos informam sobre as suas preferências, que partilham connosco os seus anseios e problemas, que nos recebem de braços abertos na nossa vontade de estar com eles. Tem sido um processo de compreensão recíproca, feito de humildade e dádiva, de inconformismo e solidariedade, de frontalidade e risco.
Passamos a vida a aprender. A realidade está em constante mutação e esforçamo-nos todos os dias para combater a acomodação e para escancarar portas a novos caminhos e novas oportunidades. Conscientes de que o vento não se trava com as mãos, procuramos aproveitar a boleia que nos proporciona e aventuramo-nos a explorar boas ideias e novos formatos. É uma tarefa fascinante esta de descobrir, de mão dada com os espectadores, outros modelos, alicerçados no que o mundo nos vai mostrando e, de preferência, assentes na criatividade que o país gera.
Há muito talento em Portugal. Por vezes, chego a pensar que é desproporcional o fosso entre o tamanho que a geografia dita e o manancial de ideias que chegam à minha mesa de trabalho — de dentro da TVI e de fora.
É no talento que reside o futuro desta indústria, tão ameaçada e, ao mesmo tempo, tão desafiada pelos ditames das novas tecnologias. Desengane-se quem pensa que o império da tecnologia é uma ditadura sem vulnerabilidades. A verdade é que, sem criatividade e determinação, a tecnologia será uma espécie de avião vazio que descola sem tripulação e sem passageiros.
Acredito que a energia que alimenta o desejo de superação pode ser um vulcão indomável, desde que o inconformismo norteie a nossa atividade. Prefiro o inconformismo que impulsiona a inovação à ambição doentia do dinheiro pelo dinheiro.
Podem aqueles que generosamente nos recebem em suas casas estar certos de que é com essa disposição que estamos aqui todos os dias. Independentemente de ser sol ou chuva, manhã, tarde ou noite, contem sempre com a nossa presença — atenta, solidária, vigilante, atrevida e independente.
Conhecemo-nos há muitos anos. Inspirados pela sabedoria oriental que há séculos nos diz “vamos devagar, porque temos pressa…”, seguimos, errando muitas vezes, acertando algumas, mas sempre com vontade de acompanhar a passada larga de renovação que o público reclama.
Com uma ampla oferta, de todos os géneros, a TVI continuará numa evolução descomplexada e com a força que advém do entusiasmo de inovar e fazer melhor a cada dia. Na ficção, reforçaremos a aposta em produtos diferenciadores. “Cacau” foi apenas um exemplo; “A Fazenda”, um passo de gigante.
Só uma estação madura e sem medos se atreve a casar com uma grande plataforma de streaming, como a Prime Video. Pela primeira vez, uma novela portuguesa é emitida em simultâneo para horizontes que transcendem o espaço nacional. Sem receios de canibalismos, antes com a certeza de que, hoje, “A Fazenda” atinge públicos nunca antes tão amplos, através da antena da TVI e da plataforma da Amazon. Isso permite-nos afirmar a nossa liderança e a ânsia de crescer para fora de Portugal. Com orgulho sublinhamos esse facto, indiferentes às vistas curtas de quem muitas vezes escreve sobre televisão sem ser capaz de olhar para além do próprio nariz.
Nas séries, o espírito empreendedor conduz-nos a novas aventuras — algumas já em curso, outras em parceria.
No Entretenimento, está em marcha uma operação de identificação de projetos, internos e externos, portugueses e estrangeiros, que se concretizarão, em datas já alinhavadas.
No Jornalismo, o crescimento que temos registado nos últimos meses não abrandará. Há um compromisso solene com os espectadores: garantir que, nas 24 horas do dia, há uma Redação atenta e ágil, pronta a responder a tudo.
Nessa linha, sublinhamos o percurso consistente da CNN Portugal. Líder na informação do Cabo em Portugal, o canal celebra três anos no ar como referência obrigatória e fiável, sem ceder ao facilitismo. Jovem, mas aproveitando a experiência e os horizontes da CNN-mãe, a CNN Portugal mantém-se determinada em ser cada vez mais plural.
O V+ TVI, canal recém-lançado, está a dar os primeiros passos. Ainda em emissões experimentais, marcará novos rumos, com paciência, perseverança e diligência, como os tempos exigem.
A operação digital dos nossos canais, reunidos na MCD, é líder de mercado — algo que nos enche de satisfação. Mesmo assim, sabemos que há ainda muito por fazer, tanto nos modelos como nos conteúdos.
O mesmo se aplica ao Desporto, uma área em que o grupo Media Capital deu recentemente um sinal fortíssimo com a aquisição dos direitos de transmissão dos jogos do Moreirense, no seu estádio.
É assim que encaramos o futuro: pedra a pedra, com o apoio daqueles a quem o nosso trabalho se destina e que se traduz nas audiências que fomos construindo, colocando-nos no lugar onde gostamos de estar — o primeiro.
Obrigado a todos os que, dentro e fora da TVI e das suas várias plataformas, fazem desta Estação a grande referência televisiva de Portugal.