Há sessenta anos, a Bristol Myers Squibb chegou a Portugal com uma missão: transformar a vida dos doentes através da ciência. Seis décadas depois, essa missão mantém-se mais viva do que nunca — e Portugal ocupa, no coração desta empresa, um lugar que vai muito além de uma presença comercial.

Ao longo destas décadas, a BMS esteve na vanguarda de algumas das transformações mais profundas da medicina moderna em Portugal. Da imuno-oncologia à hematologia, os nossos medicamentos chegaram a doentes que enfrentam as doenças mais graves. Mas o nosso contributo não se esgota aqui: somos atualmente a quinta empresa com mais ensaios clínicos ativos em Portugal — e os benefícios desse investimento são concretos e múltiplos. Os doentes acedem a terapias inovadoras antes da sua comercialização; os médicos formam-se com tratamentos de vanguarda; os hospitais geram receitas com a sua participação; e o sistema de saúde poupa recursos ao garantir tratamentos sem custo adicional. Investigação clínica não é apenas ciência — é valor económico e social direto.

Portugal tem hoje uma oportunidade histórica. A indústria farmacêutica cresceu duas vezes mais rápido em emprego do que o resto da economia entre 2010 e 2024. As exportações do sector ultrapassaram os 5 mil milhões de euros em 2025, representando 6,2% do total das exportações nacionais, com uma intensidade de I&D onze vezes superior à média nacional. O sector farmacêutico é já um motor determinante do crescimento económico português.

Porém, persistem desafios que não podemos ignorar. Portugal investe em saúde pública apenas 6,5% do PIB, quando a média europeia é de 8,4% — uma lacuna que se traduz em acessos mais lentos e recursos mais limitados. Não por acaso, a saúde é a maior preocupação dos portugueses, segundo o estudo “Expetativas e perspetivas para 2026” da PwC e AmCHam. A isso soma-se um tempo médio de 840 dias entre a aprovação europeia de um medicamento e a sua chegada ao doente — o dobro da média europeia (de acordo com a EFPIA (2025)). Aumentar o orçamento em saúde e agilizar os processos de financiamento da inovação não é despesa: é investimento com retorno humano e económico mensurável.

A BMS chegou a Portugal há sessenta anos como fornecedor de medicamentos. Hoje somos parceiros do sistema de saúde, da comunidade científica e da sociedade. E estaremos aqui nas próximas décadas com o mesmo compromisso: contribuir para que Portugal seja um país mais saudável, mais inovador e mais competitivo.

Porque é isso que fazemos. Porque é para isso que existimos.