Há uma casa em Portugal onde pode dormir como se estivesse numa tradicional residência alentejana. Contudo, tem uma nova abordagem.

No coração do Alentejo, onde a história se cruza com uma crescente aposta na criatividade e no turismo de qualidade, há um projeto que demonstra como a arquitetura, o design e a hospitalidade podem coexistir. Falamos da Casa Amarela, em Beja, um boutique hotel que recupera uma tradicional residência alentejana e a transforma num espaço contemporâneo, sem nunca perder a sua essência.

O edifício foi alvo de uma intervenção assinada pelo atelier Inês Regato Arquitetura, que privilegiou a preservação da identidade original da casa, respeitando a sua história e as características arquitetónicas que a distinguem. Em vez de apagar o passado, a renovação procura valorizá-lo através de uma abordagem sensível, na qual cada intervenção foi pensada para reforçar o caráter do imóvel.

O resultado é um ambiente luminoso, acolhedor e sofisticado, onde os materiais naturais, as texturas e a luz desempenham um papel fundamental.

A decoração, concebida pelo Studio Astolfi, acrescenta personalidade aos espaços através, desde logo, a cor amarela que está presente em toda a parte, até ao mobiliário desenhado à medida, as peças de design e os apontamentos cromáticos vibrantes – aspetos destacados numa publicação da página de Instagram Archdose, que destaca os espaços mais inspiradores do mundo. Neste caso, sublinha a "experiência assente na autenticidade, na criatividade e no ritmo descontraído do sul de Portugal".

A casa tem apenas nove quartos, todos diferentes entre si, e cada espaço possui uma linguagem própria, refletindo uma estética inspirada pela arte, pela cor e pelo espírito descontraído do Alentejo. E apesar de recuperar uma tradicional residência alentejana, o design não pretende competir com a arquitetura existente, mas sim complementá-la. Esta relação harmoniosa entre passado e presente cria uma atmosfera singular.

Mais do que um hotel, a Casa Amarela representa também um exemplo de reutilização do património construído, demonstrando como edifícios históricos podem ganhar uma nova função sem perder o seu valor cultural.

Num momento em que os viajantes procuram experiências cada vez mais autênticas e personalizadas, a Casa Amarela afirma-se como um dos exemplos mais interessantes da nova geração de boutique hotels portugueses.