Parece um paradoxo, mas na era da globalização a chave para cativar novos públicos e alargar as audiências na informação, passa pela proximidade. O reforço e o crescimento da TVI a Norte seguem essa linha, mas temos que encontrar ainda mais fórmulas para envolver efetivamente as pessoas.
A informação tem que cativar de imediato quem segue a televisão, convidando a subir o volume, a pedir o silêncio naquela sala, para se absorver a notícia, encantado pela imagem, surpreendido pelo som e pela forma como a história é contada. Num mundo complicado, vingam as coisas simples, os testemunhos de alguém como nós, que sente a mesma ansiedade e nos ajuda de imediato a perceber o que aconteceu, o que nos está a acontecer.
O jornalismo tem que ter pessoas, sentido, cheiro, despertar sabores, deixando apenas de ser um retrato frio e impessoal da realidade. A fórmula tem que ter sempre por base o rigor, a objetividade, mas só com a soma da criatividade e da ousadia conseguiremos fidelizar quem nos segue e ser sempre a primeira opção. Conjugar as diversas plataformas, desafiando os padrões do online, da rádio e da televisão linear são o maior desafio que temos pela frente. Acho que o segredo é uma planificação ousada, criativa, somando sempre mais ideias. O País 24 será um desses projetos, tal como a ideia dos jornais do dia de aniversário.
Se afinarmos uma orquestra assim, venceremos certamente aquilo a que chamamos futuro.